Diásporas Africanas – As relações associativas como apoio à diáspora guineense e santomense em Portugal

Mesa Redonda – Diásporas Africanas – As relações associativas como apoio à diáspora guineense e santomense em Portugal 

30 de Maio (sexta-feira) | 18h00

Institut Français du Portugal

 

Orientado pelo vasto tema Diásporas Africanas – Trajectos em Movimento, o África Mostra-se – Mostra de Cinema e Cultura Africana (AFM) pretende explorar as marcas das relações de África com os outros continentes, concentrando-se nas comunidades africanas espalhadas pelo mundo e nas suas vivências. O programa da Mostra é diversificado e representativo de importantes manifestações culturais e artísticas africanas, entre os quais o cinema, a música, workshops, mesa redonda e oficinas.

Mesa Redonda: Diásporas Africanas – As relações associativas como apoio à diáspora guineense e santomense em Portugal 

Tendo como chapéu temático as Diásporas Africanas, a Mesa Redonda pretende ser um espaço de reflexão sobre a realidade da diáspora santomense e guineense em Portugal.

As diásporas existentes diferem, sendo todas estas complexas e heterogéneas, felizmente, autores como Cohen, Van Hear e outros estudaram o conceito nas suas diferentes abordagens, trazendo uma melhor compreensão do mesmo. Falar de diáspora é falar de fenómenos sociais de migração, de diáspora contemporânea e histórica, de uma comunidade residente num país, de um local físico que se denomina diáspora, de uma identidade cultural, social, política e ideológica, entre outros aspectos. O que significa diáspora, palavra vinda da Grécia antiga e que hoje tanto diz ao africano?

O objectivo da Mesa é proporcionar um momento de reflexão e debate aberto sobre a complexidade das diásporas, particularmente sobre as relações associativas como apoio à diáspora guineense e santomense em Portugal.

 

Moderação:

Isabel Moura Mendes

Programadora Artística & Consultora de eventos e festivais luso-cabo-verdiana residente em Edimburgo, formada em Jornalismo e Comunicação Social. Nos últimos três anos, especializou-se em cinema africano e colaborou na programação de festivais como o Africa in Motion Film Festival (AiM), na Escócia, o FilmAfrica em Londres, entre outros. Ao longo da sua carreira, tem participado numa série de programas de artes, de formação cinematográfica e de intercâmbio entre os EUA, Europa e África. Actualmente está a desenvolver a sua própria iniciativa de cinema africano a nível internacional, a ser implementada em todos os países africanos de língua portuguesa. No âmbito do África Mostra-se desempenha funções de Programadora Artística e Consultora.

 

Convidados:

Clara Carvalho

Clara Carvalho é professora no departamento de Antropologia do Instituto Universitário de Lisboa (ISCTE-IUL), Portugal, foi professora na Université de Lille (2002-2003) e na Brown University (2004), Diretora do Centro de Estudos Internacionais do Instituto Universitário de Lisboa, Portugal, membro da European Association of Social Anthropologists e investigadora no CRIA (ISCTE-IUL). Clara Carvalho realizou pesquisa sobre a recriação da tradição na Guiné-Bissau desde 1992 até 1997 (não continuo) (“A Revitalização do Poder Clara Carvalho é Professora no departamento de Antropologia do Instituto Universitário de Lisboa (ISCTE-IUL), Portugal, foi professora na Université de Lille (2002-2003) e na Brown University (2004), Diretora do Centro de Estudos Internacionais do Instituto Universitário de Lisboa, Portugal e Investigadora no CRIA (ISCTE-IUL). Realizou várias pesquisas relacionadas com a Guiné-Bissau e actualmente efectua pesquisa em saúde e migração entre migrantes africanos na Europa – “De Paris a Jeta, de Jeta a Paris. Percursos migratórios e ritos terapêuticos entre França e a Guiné-Bissau”, in Etnográfica, Lisboa, 2001.

Augusto Nascimento

Licenciado em História, foi cooperante em São Tomé e Príncipe de 1981 a 1987. Regressado a Portugal, em 1992, obteve o grau de mestre e, em 2000, o de doutor em Sociologia pela Universidade Nova de Lisboa. É investigador auxiliar do Instituto de Investigação Científica Tropical, de Lisboa. Colabora com o Centro de Estudos Africanos do ISCTE, com o Centro de Estudos Africanos da Universidade do Porto e com o Instituto de História Contemporânea da Universidade Nova de Lisboa. Publicou textos científicos sobre São Tomé e Príncipe e Cabo Verde em livros e em revistas nacionais e internacionais. Tem como principais áreas de interesse a história recente e a actualidade de Cabo Verde e de São Tomé e Príncipe.

 

José António Chambel

Nasceu em S. Tomé e Príncipe, vive e trabalha em Portugal. Estudou fotografia no Instituto Português de fotografia atualmente é um dos fundadores da Plataforma Cafuka, associação de artistas plásticos de S. Tomé e Príncipe.

Os seus projetos são maioritariamente documentais, centrados na preservação do património material e imaterial, em Portugal, S. Tomé e Príncipe e Cabo Verde. Destacam-se Arqueologia Industrial (Portugal), Tchilóli (S.Tomé), Tabanka (Cabo Verde) e Capital (Ilha do Príncipe). Expondo regularmente desde 1992, alguns dos seus projetos além de publicados, fazem parte do acervo de coleções públicas e privadas.

 

Ismael Hipólito Djata

Poeta, pintor e escultor, nasceu na Guiné-Bissau e actualmente estuda em Lisboa. É membro da associação dos artistas plásticos da Guiné-Bissau e membro fundador do clube dos poetas mortos da Guiné-Bissau. Foi premiado em vários concursos: “Um Milénio sem fome”, realizado pelo Fundo das Nações Unidas para a População “FNUAP”, em colaboração com o Instituto de Juventude “IJ”; “Dê um pouco do seu sangue para salvar uma vida”, da Organização Mundial de Saúde “OMS” e, em 2005, em nome dos Irmãos Unidos, juntamente com os irmãos, recebeu um diploma de melhor pintor do ano, em Bissau.

 

 

Sara Santana
Coordenação de Produção
+351 96 703 11 10 | www.africamostrase.info

 

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