Marco Ayres | Genoma Artístico

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Genoma Artístico

Baseando-se na teoria da Navalha de Ocam “Pluralitas non est ponenda sine neccesitate” [Pluralidades não devem colocadas em causa sem necessidade]

A “navalha de ocam” (Occam’s Razor, em Inglês) é um princípio filosófico que estabelece que se temos que escolher uma entre muitas teorias, e não temos evidências que privilegiem alguma em relação a outras, então deveremos ficar com a teoria que requeira menos hipóteses, considerada assim, a mais simples.

A “navalha de ocam” também é conhecida como “Princípio da Parcimónia” ou ainda como “Princípio da Economia” (na gíria científica inglesa, jocosamente, costumam usar para isso a expressão “K.I.S.S.” (keep it simple, stupid) .
A “navalha de ocam” pode ser resumida na seguinte versão:

“Para explicar algo, as entidades não devem ser estendidas além do que é necessário.”
Marco Ayres procura testar ou avaliar as teorias de arte actuais, procurando talvez objetivar a arte utilizando pontos de interligação comuns na sua pintura, às quais designa como mapas de sequenciação. Estes mapas de sequenciação provém dos conteúdos teóricos do código genético formado pelas bases ACGT.

A ideia desta sequência ACGT era criar a mesma possibilidade de conjugação que existe no ser humano mas nas telas. Cada tela seria uma letra, e se o hommo sapiens é constituido por um código genético e se este por sua vez é a linguagem através da qual o gene se expressa, porque não fazer o mesmo na pintura?

As possibilidades de conjugação entre as 4 telas são exactamente 48, divisíveis por dois eixos, o x e y.
Teríamos então 24 possibilidades na horizontal e 24 possibilidades na vertical.

Todo este jogo de puzzles é baseado numa outra teoria de John Forbes Nash onde o próprio dizia que a teoria de Adam Smith estava incompleta: “(…) que o melhor resultado surge quando cada elemento do grupo faz o que é melhor para sí e para o grupo!”, assim os mapas de sequenciação passarão a ser parte de um todo interactivo onde o espectador poderá conjugar, agrupar, compor e estabelecer padrões conforme a sua vontade e cada tela deixa então de ser vista como algo que é estável, fixa e só visível de uma só posição. Como poderão então os seus conteúdos exprimir algo que está em constante mutação?

Darwin dizia que a evolução era a acumulação de pequenas alterações aleatórias através da selecção. Se os genes eram coisas rígidas que podiam emergir intactas depois de estarem escondidas uma geração, então como poderiam alterar-se gradualmente ou subtilmente?

A evolução da sua pintura será influenciada pela sua pesquisa interior que consiste na procura de símbolos e de sinais de culturas diferentes e os relacionamentos entre elas. Inclui os pontos de vista político, filosófico e religioso que existem em diferentes países, permitindo assim aos povos de terem uma visão mais abrangente dos mundos que os rodeiam desde os mais misteriosos aos mais ricos e de uma hierarquia em que acreditam, do medo ao maravilhoso.

Marco Ayres

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