Somos pessoas da Cor | Osvaldo Reis

Osvaldo Reis nasceu em São Tomé e Príncipe e trouxe desta feita, as suas cores a Lisboa. Referência artística de lá oferece-nos agora a sua arte, o seu trabalho, as suas gentes essas de lã e as de cá, por certo, uma vez que Osvaldo é do Mundo. Há lnterculturalidade no seu trabalho. Muita cor, muitas gentes, muita carta (dentro e fora do baralho). Com alegria e festa efusiva, explosiva e que brota lava de tinta que ordenada em várias telas, descobrimos em curvas e arredondamentos o ouro (amarelo que brilha), a copa (árvore a culminar em trevo) e de mais naipes que provocam o calor que reside no sul.

Esta gente que Osvaldo nos trás, é gente da sua/ nossa Terra. Terra global. Cultura de lá que é também a nossa quando descobrimos as sensações ou descobrimos que temos São Tomé e Príncipe em Lisboa. Lisboa e confluência de culturas. De passagem, de fixação ou de partida. Todos trazem e levam a sua cor, na voz, na escrita e em todas as formas de nos integrarmos e mostrar as nossas origens e as nossas “gentes”.

Também o Lx Jovem, como a cidade de Lisboa é uma “encruzilhada de mundos” onde os Direitos Sociais assumem relevo. Por certo, esta exposição conhecerá mais esta cidade. Num assumo de Coesão, este primeiro espaço municipal a receber com gosto as telas de Osvaldo Reis, é um espaço de Juventude, de Interculturalidade, de e para as pessoas. Por agora, é também o espaço onde em primeira-mão podemos ver parte da obra de Osvaldo Reis. Uma mostra de cor onde a clareza pouco existe e não tem de existir quando a cor reina. Não temos de ser “claros”. Temos de expressar-nos, de ser “gente”. Gente das cores de Osvaldo Reis, ou seja, gente de um mundo. que é meu, que é dele, que é nosso.

Mário Rui Souto l Chefe da Divisão para a Coesão e Juventude dos Direitos Sociais, CML

 

Entrevista – Programa Bem-Vindos

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